Dólar oficial e dólar turismo: por que esta diferença?

No Brasil, existem três classificações para a cotação da moeda- norte americana: dólar comercial, dólar turismo e dólar paralelo e cada uma é utilizada para determinada finalidade.

Desde 2005, uma resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) unificou o câmbio comercial, também chamado de “mercado de câmbio de taxas livres” e o câmbio turismo, ou “mercado de câmbio de taxas flutuantes”, em um único mercado de câmbio legal no País.

O dólar turismo e o dólar comercial possuem variações de preços, mas, invariavelmente, o primeiro sempre custará mais caro que o segundo. Para trazer a moeda do exterior e depois vendê-la, as instituições bancárias e casas de câmbio devem custear todo o processo, desde a importação da moeda até o pagamento para deixá-la em um cofre.

O câmbio vem de uma linha de crédito gerada por um ofertante de dólar, em geral um exportador ou investidor. O banco consolida este recursos, e coloca o valor do seu trabalho, mais a estrutura de custos e o risco do negócio no preço do câmbio original, para gerar seu lucro. O dólar, então, é passado para outros intermediários, como uma empresa de cartão de crédito, instituições financeiras menores ou casas de câmbio, por exemplo. Que por sua vez, chegam no consumidor final. A instituição tem o custo de oportunidade, pois tira dinheiro do caixa para comprar moeda estrangeira, que fica parada sem rentabilidade até que alguém a compre.

Como há menos intermediários nas operações do dólar comercial, sua cotação é mais barata que a do dólar turismo.

Usando ainda o mesmo exemplo, o consumidor até poderia ter acesso ao crédito gerado no início da cadeia. Entretanto, o custo disso é muito alto para alguém sem acesso ao mercado internacional. E o volume que seria adquirido é tão pequeno, que o preço não faria tanta diferença.

O dólar comercial é utilizado pelas grandes empresas para a realização de importação e exportação de mercadorias. As movimentações financeiras do governo no exterior e os empréstimos de brasileiros residentes fora do País, quando registrados no BC, também utilizam esta cotação como referência.

O dólar turismo é o usado na compra de moeda estrangeira para viagens, e conversão do cartão de crédito com compras internacionais.

Há ainda algo importante que é preciso saber. Quando se divulga a cotação do dólar, fala-se em preço de compra e de venda. O preço de compra é o valor pago por instituições, como bancos e casas de câmbio, ao adquirir o dólar. A moeda chega ao consumidor pelo preço de venda.

Quem se beneficia com a alta do dólar

* Por Leonardo Porto

Em nossa última coluna discutimos que dentre as possíveis consequências provenientes de um agravamento da crise internacional estaria um provável encarecimento do dólar em relação ao real (alta da taxa de câmbio). Na coluna de hoje discutiremos os potenciais beneficiários/prejudicados de uma taxa de câmbio mais elevada.

Primeiramente é importante lembrar que o governo vem afirmando em inúmeras ocasiões seu desconforto com níveis muito baixos da taxa de câmbio. Ainda que não dê para afirmar qual seria o nível ideal de taxa de câmbio para o governo, o fato é que patamares em torno de 1,70, como visto no início deste ano, motivou inúmeras medidas (alta do IOF, compras no mercado spot, etc) no sentido de encarecer a moeda estrangeira (elevar a taxa de câmbio). Por outro lado, vimos hoje (14/6), o governo voltando atrás em algumas daquelas medidas adotadas (IOF de 6% incidirá somente sobre empréstimos estrangeiros até dois anos ante cinco anos anteriormente) sugerindo que uma de taxa de câmbio em patamares próximos de 2,10 tende a suscitar preocupações no sentido contrário.

Independentemente de qual seja o nível ideal de taxa de câmbio o fato é que a explícita disposição do governo em encarecer a moeda estrangeira em relação ao real (alta da taxa de câmbio) deriva da interpretação de que por trás da estagnação (crescimento nulo) do setor indutrial estaria sua falta de competitividade em relação a outros países. Desta conclusão, pode-se inferir que uma taxa de câmbio mais elevada ajudaria na recuperação da indústria uma vez que este setor exporta grande parte da sua produção. Porém, é importante lembrar que uma parte do setor industrial também importa produtos estrangeiros sejam estes matérias primas, máquinas/equipamentos, etc..

Para este grupo, uma taxa de câmbio mais elevada elevaria seus custos de produção, consequentemente, prejudicando a rentabilidade dos seus negócios. Diante de tais observações parece plausível afirmar que dentre os beneficários de uma taxa de câmbio mais elevada estaria a parcela do setor industrial que é exportadora líquida (exporta mais do que importa). Ainda sobre os grupos que se beneficiariam de uma taxa de câmbio mais elevada não se deve esquecer do setor agropecuário que é uma importante exportador líquido da economia brasileira.

Mas quem seriam os prejudicados? A grosso modo, pode-se responder que todos os importadores líquidos da economia brasileria seriam afetados negativamente pela taxa de câmbio mais deperciada. Mas quem são estes importadores líquidos? Em geral, todos aqueles consumidores que destinam grande parte da sua renda para compra de bens que são comercializados internacionalmente tendem a ser prejudicados dado seu provável aumento de preço. Neste ponto, muitos de nós associa tais consumidores aos compradores de carros importados, mas não são só eles. Na verdade, a maior parte dos alimentos também são comercializáveis internacionalmente e tendem a elevar de preço quando a taxa de câmbio sobe (vide a recente alta do pão francês).

Sendo assim e diante do fato de que praticamente todos nós consumimos alimentos de uma forma ou de outra pode-se inferir que manter uma taxa de câmbio mais elevada tende a beneficiar o setor industrial/agropecuário em detrimento dos consumidores.

Leonardo Porto de Almeida é economista sênior do Citi desde agosto de 2008; mestre e doutor em Teoria Econômica pela FEA/USP.

Citi é líder em câmbio no Brasil

Para quem vai viajar ao exterior ou precisa fazer pagamentos e recebimentos em outras moedas, o Citibank é a melhor opção. Facilidade e taxas competitivas, além da presença em 120 países, fazem do Citi o maior banco de câmbio no Brasil, em volume de transações, de acordo com ranking do Banco Central.

Veja os produtos disponíveis em todas as agências Citibank, para correntistas ou não correntistas:

Travelers Cheques: em dólar americano, proporcionam praticidade e segurança, com garantia de reembolso em caso de perda ou roubo.

Câmbio Express: recebimento de ordem de pagamento de até US$ 3 mil ou o equivalente em outras moedas, já convertidas em reais, diretamente em sua conta corrente.

Papel Moeda: a melhor opção para despesas imediatas, disponível em dólar americano, dólar canadense, euro e libra esterlina.

Ordem de Pagamento: envio e recebimento de recursos do exterior de maneira segura, simples e rápida. Disponível em 10 moedas diferentes.

Uma vantagem da utilização de travelers cheques ou papel moeda nas compras no exterior é a incidência de IOF de 0,38%.

Além de profissionais preparados para atender a todas as suas necessidades em câmbio, tanto os correntistas quanto não correntistas são isentos de tarifas na compra de travelers cheques e papel moeda e no recebimento de ordens de pagamento. Os correntistas contam ainda com limites estendidos para as operações de câmbio.

O Citi disponibiliza ainda o serviço de reservas de moeda estrangeira: basta entrar em contato com o CitiPhone Banking, informando o valor e a agência Citibank em que deseja retirar o dinheiro.

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Foto: shutterstock.com

Citi é primeiro lugar no ranking de câmbio do Banco Central

O Citi Brasil conquistou, pelo quarto ano consecutivo, a liderança das operações no mercado de câmbio brasileiro, de acordo com o ranking do Banco Central. Em 2010, tivemos participação de 18,2% no mercado, com um volume negociado de US$ 197 bilhões, valor 25,4% superior a 2009. Gerenciadas pela Tesouraria, as operações de câmbio abrangem desde a compra e venda de travelers cheques e papel moeda para pessoas físicas, até transferências para grandes clientes corporativos.

A presença global do Citi é um fator determinante para a conquista dessa posição. Com presença em mais de 100 países, atraímos clientes interessados em destinar recursos para o exterior e empresários internacionais focados em investir no Brasil. Além disso, os clientes têm à sua disposição o atendimento especializado da célula de Edição de Câmbio, uma equipe que atua diretamente nas necessidades dos clientes para operações diárias de câmbio, oferecendo suporte para processos estruturados, como a emissão e manutenção de ROFs (Registro de Operações Financeiras), conversões de dívidas e demais operações de comércio exterior.