Investir em imóveis sem se preocupar com as etapas de construção

*Por Eduardo Forestieri

Já dizem os investidores tradicionais, que constroem patrimônios paulatinamente, que a divisão de poupança ideal é aquela que contempla “pedra, tijolos e papel”, numa referência ao mercado de ouro, imobiliário e financeiro. Independentemente disto, os imóveis tem aumentado seus valores ultimamente, a pergunta é será que já não estão supervalorizados ou até quando vão continuar a subir?

Entretanto, como não há um critério técnico definitivo que possa afirmar se o valor de um apartamento vai ou não subir. Tomando esta verdade como parâmetro, adquirir um imóvel com o objetivo de vendê-lo por um preço mais alto pode ser considerado especulação. Essa é uma palavra que geralmente vem associada a uma conotação negativa, mas isso não é verdade no mercado financeiro, afinal se não houvessem especuladores quem iria correr mais risco do que a maioria da população para buscar mais retorno?

Mas o que você acha de aumentar seu poder de negociação investindo coletivamente em imóveis com outros investidores ? Fundos de investimento imobiliários oferecem os benefícios a investidores individuais da compra de um ou mais imóveis comerciais e ainda tendo a rentabilidade ( normalmente em função do aluguel) para pessoa física líquida de imposto de renda. Em uma necessidade de liquidez, é possível negociar algumas cotas do seu fundo, vendendo parte da sua posição, o que não seria possível no caso de aquisição direta de um imóvel , não é possível vender um cômodo, só o imóvel inteiro. Outro benefício é poder investir em fundos que tem grandes imóveis comerciais ou residenciais sem se preocupar com toda a burocracia nem documentação (escrituras, etc) que normalmente envolvem a aquisição dos “tijolos” em forma de imóvel.

Esse é um veículo de investimento que vem a cada dia se tornando mais comum, mas como tudo devem ser analisados os riscos, sejam de oscilação dos preços das cotas listadas em bolsa, da vacância do imóvel, das condições de aquisição e término de eventuais garantias, entre outros riscos a serem analisados, converse com seu consultor de investimentos para verificar se parte do seu portfólio pode ser composto por estes fundos, se estão de acordo com seus objetivos financeiros e ao seu perfil de investidor.

Veja mais sobre este assunto.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

“Traduzindo” o cenário e as perspectivas para a inflação brasileira em 2013

07 flasheconomico 02_correto

Nossa equipe de economistas finalizou uma análise da inflação no Brasil, e nós trazemos o texto exclusivo para você, que nos acompanha sempre nas redes sociais! Conteúdo de qualidade e sempre no formato que você espera.

Quando analisamos a inflação no Brasil, em vez de pensar em termos de efeitos estruturais e sazonais, consideramos mais útil dividir o indicador nos seguintes grupos: preços de monitorados, preços de alimentos e preços de bens comercializáveis (produtos que sofrem concorrência externa e, por isso, têm preços negociáveis, tais como soja, milho, roupas) e de bens não-comercializáveis (serviços não negociados no exterior e, por isso, não sofrem influências da variação do dólar).

A volatilidade da inflação no Brasil está bruscamente relacionada aos movimentos nos preços de alimentos, que subiram quase 10% no ano passado. Além disso, o estreitamento do mercado de trabalho produziu um nível alto de inflação não-transacionável, que já gira em torno de 7%. Por outro lado, os preços de de bens transacionáveis monitorados aumentaram parcialmente, contrabalanceando a inflação de serviços.

Preço dos alimentos em 2013

A inflação dos alimentos é a principal responsável pela volatilidade da inflação no país atualmente. De acordo com o nossa avaliação dentro do nosso modelo, a inflação brasileira irá alcançar os 6,6% em junho deste ano, com a inflação dos alimentos atingindo o seu maior patamar, de cerca de 12%. A expectativa de preços mais elevados é consequência do aumento no preço das commodities, aliada a uma taxa de câmbio relativamente estável, que está pressionando a inflação dos alimentos para cima. Se os preços deste grupo seguirem nossas perspectivas e retrocederem ao final do ano, a inflação de 12 meses acumulados no Brasil deve recuar no segundo semestre de 2013. Além disso, vale destacar que a presidente Dilma Rousseff já anunciou que espera eliminar impostos de alimentos essenciais.

Expectativas para preços de serviços no Brasil

Já a inflação de bens não-transacionáveis gira em torno de 7% a 8% desde 2010 por causa do estreitamento do mercado de trabalho. Em 2012, a taxa de desemprego estava em 5,5%, nível significamentemente mais baixo do que os 6% vistos em 2011 e dos 6,7% registrados em 2010. Para este ano, não esperamos uma piora no mercado de trabalho a ponto de afetar consideravelmente os preços de bens não-comercializáveis. Mesmo com menor aumento do salário mínimo, nós acreditamos que esses valores continuarão a subir dentro da faixa de 7% a 8% em 2013.

Perspectiva geral para o ano

Ao longo deste primeiro semestre, a inflação será consideravelmente afetada por efeitos pontuais. O corte de 18% no preço da conta de energia dos cidadãos irá afetar os números de janeiro e fevereiro, com um impacto estimado em torno de -60 pontos percentuais. Por causa disso, os preços de monitorados contribuirão para conter a elevação da inflação em 2013, aumentando apenas 2,5%.

No entanto, cortes em impostos para carros – que estão sendo gradualmente reduzidos neste primeiro semestre (gerando um impacto de cerca de +30 pontos percentuais) – junto ao aumento no preço de cigarros em janeiro, estão pressionando os preços de bens comercializáveis, que devem aumentar em torno de 6% neste ano, após registrarem uma elevação benigna de somente 2,96% em 2012.

Portanto, mantemos nossa previsão de inflação em 5,6%, perspectiva que representa uma modesta queda em comparação ao cenário de 2012, quando o indicador estava em 5,8%. Vale destacar que, se os preços do grupo de alimentos não seguirem nossas expectativas, isso poderia engatilhar uma revisão na posição da nossa política monetária, considerando que o Banco Central não tem muito espaço para manobrar um choque negativo.

Tem alguma dúvida? O que você achou? Escreva para nós!

Ibovespa fecha em queda e telecomunicações foram as maiores baixas

Citi Corretora – O Ibovespa fechou em queda de 0,4% aos 60.239 pontos. Pelo segundo dia, o Ibovespa operou na contramão do mercado internacional, que fechou em alta após a Espanha anunciar o orçamento para 2013 e 2014 e medidas para reativar a economia.

As ações do setor de telecomunicações foram destaque de queda (VIVT4: -2,1%) mas explicação clara. As ações dos bancos mostraram uma recuperação modesta da queda de ontem (BBDC4: +1,3%) e as siderúrgicas continuaram em queda (GGBR4: -2,1%), pressionando o índice. As ações da Vale (VALE5: -0,3%) e Petrobras (PETR4: -0,3%) fecharam em leve queda e também contribuíram para a queda do índice.

As ações da Fibria (FIBR3: +2,7%) foram destaque de alta, recuperando parte da queda do dia anterior. As ações do setor de consumo e varejo estiveram entre as maiores altas mas também sem uma explicação clara (LREN3: +2,2%).

O volume negociado foi de R$ 6,6 bilhões, dentro da média dos últimos meses.

Na contramão dos mercados, Ibovespa fecha em alta

Citi Corretora – O Ibovespa fechou em alta de 1% aos 61.909 pontos, na contramão dos mercados internacionais, que fecharam em baixa hoje.

A maior parte dos setores fechou em alta, com destaque para as empresas do setor de petróleo (OGXP3: +5%). As ações dos bancos e empresas de cartões também tiveram um dia fraco, provavelmente impactadas pelo fechamento de capital de uma empresa do setor e receios com relação ao aumento da concorrência (CIEL3: -3,5%; BBDC4: -0,6%). As ações das construtoras fecharam em alta, particularmente as ações das empresas em fase de “reestruturação” (VIVR3: +9%).

As ações da Iochpe-Maxion (MYPK3: -3,8%) e Embraer (EMBR3: -1,5%) foram destaque de queda após redução na recomendação por parte de um concorrente.

O volume negociado foi de R$ 17,3 bilhões, sendo R$ 10,5 bilhões referentes à OPA da Redecard.

Consumir x Poupar

* Por Leonardo Porto

Nos últimos meses temos visto o governo adotar diversas medidas que visam incentivar o consumo, em especial a desoneração de impostos para a aquisição de bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos da linha branca).  Tais medidas produzem uma redução de custo para toda a cadeia produtiva e quando acompanhada de repasses aos preços finais aos consumidores geram um incremento de demanda que acaba por incentivar a maior produção por parte das empresas. Sob uma maior produção, a desoneração tributária acaba por melhorar o mercado de trabalho dos respectivos setores.

Mas por que o governo não concede incentivos para que as pessoas aumentem a poupança ao invés do consumo? Diante da relação acima descrita entre consumo e produção a resposta pode parecer trivial, já que aumentar a poupança significa, no curto prazo, reduzir o consumo, consequentemente a produção. Entretanto, se pensarmos que a poupança de hoje é o consumo de amanhã tal argumentação perde parte da sua fundamentação. Além disso, se lembrarmos que o aumento da poupança eleva o volume de recursos financeiros a serem emprestados permitindo a redução das taxas de juros dos empréstimos e a concomitante elevação do consumo o incentivo à poupança não parece ser sem propósito.

Neste ponto, o leitor poderia estar se perguntando as razões de se defender o incentivo à poupança ao invés do consumo. A principal razão reside no fato de que o Brasil é um país que tem poupança baixa. Considerando a poupança do governo mais a do setor privado (empresas e famílias) a taxa de poupança no Brasil (chamada poupança doméstica) somou cerca de 19% do PIB em 2011, muito abaixo dos níveis vistos em diversos países emergentes, em especial em alguns asiáticos que chegam a atingir patamares superiores a 30% do PIB.

Sendo um país com uma baixa taxa de poupança doméstica, a economia brasileira precisa financiar o investimento através da absorção de poupança externa. Como esta forma de financiamento implica em uma maior dependência do capital externo, pode-se dizer que a baixa taxa de poupança doméstica leva a economia brasileria a se tornar mais dependente do humor dos investidores internacionais. Além disso, estudos empíricos sugerem que na hipótese da nossa taxa de poupança se elevar para patamares próximos aos 30% do PIB (como na Coréia do Sul ou Tailândia) a taxa de juros no Brasil declinaria cerca de cinco pontos percentuais. Ou seja, elevar a taxa de poupança no Brasil não apenas reduziria nossa vulnerabilidade externa como também permitiria conviver com taxas de juros permanentemente mais baixas, ambas as mudanças contribuindo para impulsionar o investimento que é o que de fato contribui para elevar nossa capaciade de crescimento no longo prazo.

Em resumo, mesmo admitindo que a haja racionalidade em estimular o consumo, um dos principais gargalos que restringe o crescimento de longo prazo da nossa economia é a baixa taxa de poupança doméstica o que requeriria medidas no sentido de postergar o consumo no curto prazo, dentre elas a redução do imposto de renda sobre as aplicações financeiras.

Leonardo Porto de Almeida é economista sênior do Citi desde agosto de 2008; mestre e doutor em Teoria Econômica pela FEA/USP.

Entender o cenário econômico é importante para saber investir

Nossos clientes têm no momento de investir o benefício da arquitetura aberta. Ou seja, você tem a liberdade de diversificar seus investimentos entre as melhores opções do mercado, independentemente do gestor do fundo ou de ter conta corrente em diversos bancos.

Com este amplo leque de investimentos, é interessante saber como anda a economia no Brasil e no mundo, o que pode acontecer nos próximos meses e quais as previsões com base em informações vindas de especialistas no mundo todo.

Por isso, a cada trimestre nós publicamos em nosso canal YouTube a análise do cenário econômico e as projeções para o trimestre. Nosso economista, Marcelo Kfoury usa como base relatórios econômicos vindos dos nossos escritórios no mundo todo, com a avaliação de quem está no dia a dia de cada país.

O vídeo deste mês já está no ar. Confira:

Apenas três ações do Ibovespa encerraram negativamente

Citi Corretora – O Ibovespa subiu 2,16%, na segunda alta consecutiva, acompanhando o cenário positivo nos mercados internacionais. Nos EUA, bons resultados corporativos e dados positivos sobre o mercado imobiliário ajudaram a sustentar os ganhos nos ativos de risco.

No mercado local, dados de vendas do varejo de junho e de criação de empregos de julho vieram bem acima do esperado pelo consenso contribuindo para a valorização no mercado acionário. Vale notar que a força compradora parece ter sido amplificada pela cobertura de posições vendidas.

O movimento, liderado por construtoras e bancos, contou ainda com o suporte das cíclicas globais (como Petrobras, Vale, CSN e Gerdau), que contam com peso elevado no índice.

Apenas três ações do Ibovespa encerraram a sessão em território negativo. O giro financeiro totalizou R$6,5 bilhões, cerca de 5% acima da média das últimas 20 sessões.

Ibovespa sofre com frustração do mercado frente a BCE

Citi Carreira – O Ibovespa acompanhou as bolsas nos EUA e na Europa, que recuaram após o presidente do BCE frustrar expectativas ao não anunciar medidas imediatas para conter a crise na Zona do Euro. O índice brasileiro fechou a sessão em baixa de 1,37%, aos 55.520 pontos.

Com as commodities em baixa no mercado internacional, ações com peso elevado no Ibovespa operaram no vermelho, com destaque para CSN (-3,4%). MRV (-5,8%) registrou a maior desvalorização da sessão com notícia de que a Caixa suspenderá a concessão de crédito para a construtora após algumas de suas filiais entrarem na chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho.

Eletropaulo teve suas estimativas revisadas para baixo por algumas corretoras concorrentes e perdeu 4,3% na sessão. Localiza (+4,7%) liderou as altas do dia. Setor de telecomunicações foi beneficiado por notícia da Agência Estado de que Anatel deve liberar vendas de novos planos de telefonia móvel a partir de amanhã.

O giro financeiro totalizou R$5,5 bilhões, cerca de 10% abaixo da média das últimas 20 sessões.

Dúvida de leitor: Pagar o cheque especial ou manter a aplicação?

*Por Eduardo Forestieri

Nossa leitora Tânia diz que tem uma dívida com seu cheque especial e também tem investimentos. Ela prefere pagar os juros do especial e amortizar aos poucos a dívida, em lugar de tirar o dinheiro do investimento e quitar o débito. Tânia também pondera que se retirar o investimento, dificilmente irá repor. Ela nos pergunta se está agindo certo.

Resolvemos, então, escrever este post extra porque esta é a dúvida de outras pessoas: quitar uma dívida, ou pagar a longo prazo e manter o dinheiro investido?

No caso da Tânia, a resposta precisa ser dividida em duas questões : financeira e de hábitos ou comportamentos.

Se olharmos somente o lado financeiro, a opção da nossa leitora não é a melhor. Com certeza, o valor que rende a aplicação é menor que os juros e IOF pagos pela utilização do cheque especial. Neste caso, o melhor é sempre quitar primeiramente qualquer dívida que tenha juros, para depois iniciar um investimento.

Entretanto, temos também que considerar os hábitos das pessoas (chamamos isso de comportamento financeiro ou finanças comportamentais). Se é melhor não usar a reserva investida para sempre ter um montante que possa ser usado para concretizar um sonho ou para uma eventualidade inesperada (mesmo ao custo de pagar mais juros do que recebe), o mais indicado é manter a reserva onde está.

Porém, é importante ter um prazo curto para quitar a dívida do cheque especial, para não se transformar em algo impagável.

O ideal no caso da Tânia e de outras pessoas na mesma situação, considerando características financeiras, comportamentais e de investimentos, é planejar e ter uma rígida disciplina a curto prazo. Desta forma, a médio prazo não será mais necessário tomar crédito, além de sobrar dinheiro no final do mês suficiente para aumentar a reserva.

Se você tem alguma dúvida, escreva aqui no blog que eu responderei.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

Ibovespa fecha em alta impulsionado por vários setores

Citi Corretora – O Ibovespa avançou pela terceira sessão consecutiva (+1,99%, aos 55.780 pontos), acompanhando a alta nos mercados internacionais, que foram puxados por especulações sobre redução de compulsórios na China.

Petrobras impulsionou os ganhos do índice com a alta no preço do petróleo no mercado internacional, e com a notícia da redução de tributos (PIS e COFINS) sobre o biodiesel, o que fomentou especulações de que este artifício também poderia ser utilizado para promover aumentos nos preços de outros combustíveis, como o diesel e a gasolina.

Ações de siderurgia e mineração também ofereceram suporte ao Ibovespa, impulsionadas por notícias sobre aumento do preço do aço no Brasil e por especulações sobre estímulos econômicos na China. Consumo & Varejo, Construtoras e Administradoras de Shoppings também registraram performances expressivas com a combinação de cortes adicionais na taxa de juros e redução da aversão a risco. Frigoríficos e Embraer reagiram positivamente aos dados de exportação divulgados pela Secex.

Eletropaulo apresentou a maior queda da sessão (-10,0%) após o índice final de revisão tarifária frustrar as expectativas do mercado. Outras ações do setor elétrico, notadamente as com alta exposição ao segmento de distribuição, também reagiram negativamente pelo sentimento negativo associado a revisão tarifária da Eletropaulo.

O giro financeiro totalizou R$7,3 bilhões, cerca de 15% acima da média das últimas duas semanas.