Como evitar fraudes envolvendo contas e dados bancários

fraude-blogJá ouviu falar de Engenharia Social?

Engenharia social é a prática utilizada para se obter informações sigilosas ou importantes de empresas e sistemas, enganando e explorando a confiança das pessoas.
Esta prática, apesar de conhecida, continua se remodelando e fazendo novas vítimas de fraudes bancárias.

O Fraudador faz contato direto com a vítima via telefone, email ou pessoalmente e utilizando-se de técnicas de comunicação, exploração de confiança e postura profissional obtém as informações necessárias para aplicar uma fraude, uma invasão de contas por exemplo.
Há outros tipos de técnicas aplicadas pelos fraudadores.

O “Phishing”, termo oriundo do inglês (fishing) que quer dizer pesca, é uma forma de fraude eletrônica, caracterizada por tentativas de adquirir dados pessoais de diversos tipos; senhas, dados financeiros como número de cartões de crédito e outros dados pessoais. O ato consiste em um fraudador se fazer passar por uma pessoa ou empresa confiável enviando uma comunicação eletrônica oficial. Isto ocorre de várias maneiras, principalmente por email, mensagem instantânea, SMS, dentre outros. Como o nome propõe (Phishing), é uma tentativa de um fraudador tentar “pescar” informações pessoais de usuários desavisados ou inexperientes. (fonte:Wikipédia).

Pensando em proporcionar maior segurança aos nossos clientes, o Citi destaca algumas dicas que previnem ações fraudulentas em contas bancárias:

– Nunca divulgue sua senha do Internet Banking a terceiros e troque-a a cada 30 dias;
– Utilize senhas de difícil adivinhação e fique atento ao digitá-la na presença de outras pessoas;
– Guarde sua senha com o mesmo cuidado que tem com seus objetos de valor, não anotando-a em talões de cheques, verso do cartão de débito/crédito, agendas, arquivos de computador ou em locais que outras pessoas possam vir a ter acesso;
– O código eletrônico, senha para confirmar algumas transações para outras contas, é solicitado em caso de segurança adicional, deve ser enviado por SMS aos celulares que você autorizar e é válido por uma sessão ou até 24 horas após a solicitação;
– Ao digitar sua senha no teclado virtual do Internet Banking você ganha uma proteção adicional contra vírus ou programas que capturam dados e que podem estar instalados em seu computador;
– Com a mesma funcionalidade, o teclado codificado do Internet Banking fornece uma tabela de letras diferente a cada transação, o que aumenta a segurança de suas operações cada vez que digita sua senha correspondente;
– O Citi não envia e-mails com link e nem solicita informações pessoais por de e-mails. Por isso, suspeite de mensagens que perguntem informações pessoais;
– Só abra e-mails de fontes conhecidades, preste atenção a e-mails SPAM e com anexos, e cuidado ao acessar o Internet Banking por meio de links.

Nível de emprego praticamente estável e salários diminuem

07 flasheconomico 02_corretoA taxa de desemprego atingiu o nível mais baixo da história neste mês de dezembro, ficando em 4,6%. Apesar disso, o número veio um pouco acima das expectativas do mercado.

Em uma base ajustada sazonalmente, a taxa de desemprego se manteve estável em 5,4%, mantendo-se próximo do mínimo histórico (5,3%). A pesquisa mostrou um nível de emprego praticamente estável em meio a novo aumento na força de trabalho

Os salários reais diminuíram na margem, mas continuaram aumentando acima da produtividade do trabalho, ano ante ano, apoiando a visão das condições apertadas de mercado de trabalho. Para os próximos meses, dada a nossa visão de que o crescimento do PIB provavelmente vai mostrar aceleração gradual, não esperamos deterioração das condições do mercado de trabalho.

Pontos-chave

De acordo com a nossa medida com ajuste sazonal, a taxa de desemprego permaneceu estável em 5,4% em dezembro e perto de seu nível mais baixo de 5,3% registrada em agosto do ano passado. O emprego ficou estável na margem, enquanto a força de trabalho cresceu 0,2% no mês, implicando em aumentos anuais de respectivamente 3,1% e 3,0% (de 2,8% e 2,5%).

Quanto aos rendimentos, os salários reais diminuíram 0,3% na margem, de acordo com a nossa medida com ajuste sazonal, enquanto o crescimento ano ante ano atingiu 3,2% em dezembro (5,3% em novembro). Dado que estimamos que a produtividade do trabalho aumente a uma taxa em torno de 1,5% ao ano, o aumento dos salários reais continua a sugerir uma pressão para cima na inflação nos próximos meses.

De acordo com nossos cálculos, a participação da força de trabalho alcançou seu mais alto nível em dezembro, em uma base ajustada sazonalmente (58%), mostrando uma tendência de queda da taxa de desemprego. Esta evidência suporta a perspectiva de escassez de oferta de trabalho, sugerindo novas pressões de alta sobre os salários.

A cerveja e a inflação

*Por Eduardo Forestieri

O título deste post poderia ser também “o sapato novo e a inflação”; ou “o material escolar e a inflação”; ou “o charuto e a inflação”. Porque este não é um texto que vai fazer qualquer análise comparativa sobre o impacto da cerveja na inflação divulgada pelo Governo.

Não. Este é um post sobre o quanto a sua inflação pessoal pode ser diferente daquela do mercado. Você sabia que a cerveja aumentou três vezes mais que a inflação? Isto significa que se você aprecia uma loura gelada após o expediente e nos finais de semana, provavelmente teve suas finanças pessoais e seu custo de vida muito mais afetado que o do seu vizinho que só consome vinho, ou do governo que tem parte das renovações das suas contas baseadas na inflação oficial.

A mesma comparação podemos fazer com charutos, um sapato novo ou o material escolar. Em outras palavras, a sua inflação pessoal é gerada pela alteração de preços daquilo que você consome no mês – seja produtos móveis, imóveis, duráveis ou não duráveis e ultimamente principalmente os serviços.

Por isso vale à pena tem em mente dois cálculos: quando o IBGE divulga a inflação, ele diz quais foram as categorias de produtos que mais subiram ou desceram (vestuário, alimento, etc.) e o percentual. Estas variações dos custos individuais de cada produto ou serviço que você consome (muitas vezes diferente da inflação geral) impactam mais diretamente no seu bolso.

É a partir destes percentuais separados, que você conseguirá calcular quanto seu investimento precisa render ou quanto você necessita aumentar seu rendimento para manter o padrão de vida, ou seja quanto você precisa ter de retorno líquido apenas para que você tenha mantido o poder de compra e assim consiga ao menos comprar/consumir as mesmas coisas no mês seguinte. O ideal é que você tenha um retorno líquido de imposto acima da sua inflação pessoal e assim consiga aumentar seu patrimônio e/ou aumentar seu padrão de consumo.

Tem outra conta mais fácil: diminuir seus gastos nas categorias que mais sobem os preços, no nosso exemplo a saída é parar de beber cerveja…ok não dá, não é? Então busque uma alternativa aumentando o objetivo na sua sobra de capital, faça esta conta no final do seu planejamento financeiro:

ganho – despesa = sobra de no mínimo 10% do ganho. Em números:

100-90=10 (10% do ganho)

Assim você mantém suas finanças sempre acima da inflação, independentemente dos números apresentados pela economia e ainda pode aumentar seu patrimônio ou seu padrão de consumo, sem deixar de fazer o que gosta. Vale o paralelo com finanças do conselho: beba (ou gaste) com moderação!

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

Tem início a temporada de eventos esportivos

* Por Leonardo Porto

A Copa das Confederações que ocorrerá este ano dará início à série de eventos esportivos que terá o Brasil como país anfitrião. Isto é, em 2014 haverá a Copa do Mundo de futebol em diversas capitais brasileiras enquanto a cidade do Rio Janeiro sediará os Jogos Olímpicos em 2016. A realização destes eventos em nosso país ratifica o relativo sucesso que nossa economia vem demonstrando ao longo das últimas décadas e do seu conseqüente ganho de importância no ambiente internacional. Mas quais seriam os impactos desses eventos para a economia brasileira?

Não há como menosprezar o volume significativo de investimentos para a realização desses eventos. Diante das inúmeras demandas relativas à construção/modernização de estádios, hotéis, estradas, aeroportos, ferrovias, portos, entre outros, tais investimentos deverão ter grande impacto no setor da construção civil.

Por conta disso, o crescimento do PIB da economia brasileira deverá se concentrar ainda mais sobre a demanda doméstica (consumo das famílias e governo + investimentos), ainda mais após considerarmos a provável manutenção do ambiente internacional instável nos próximos anos. Neste sentido, o mercado de trabalho tenderá a permanecer bastante aquecido, com elevações do nível de emprego e salários.

Uma questão relevante e nem sempre comentada refere-se ao financiamento desses investimentos. Sabe-se que grande parte destes investimentos será conduzido pelo setor público o que nos leva a antever que um dos efeitos colaterais será alguma elevação da dívida pública. Felizmente não enfrentamos o problema de intolerância à dívida que acomete alguns países europeus, porém é preciso conscientizar que há limites para tal estratégia. Neste sentido, as concessões de alguns aeroportos bem como outras estratégias de compartilhamento de riscos com o setor privado (PPPs) parecem ser alternativas bem vindas para a minimização dos impactos sobre as contas públicas.

Também é importante ter em mente que tais investimentos terão vida útil superior à dos eventos esportivos. Em função disso, adotar estratégias que permitam uma taxa de retorno desses investimentos suficientemente satisfatória após 2016 é outro elemento que permitirá minimizar os impactos sobre as contas públicas ao longo dos próximos anos. Além disto, potenciais parcerias com o setor privado parecem vir, mais uma vez, ao encontro desta preocupação. Dito isso, adotar marcos regulatórios estáveis nas concessões de alguns desses investimentos parece ser algum dos pré-requisitos essenciais para incentivar o setor privado a torna-se um parceiro importante do setor público nesta empreitada histórica.

Leonardo Porto de Almeida é economista sênior do Citi desde agosto de 2008; mestre e doutor em Teoria Econômica pela FEA/USP.

Usando bem a renda do trabalho temporário

*Por Eduardo Forestieri

Ainda estamos em período de pós-festas e promoção de final de ano, o que significa que muitos trabalhadores temporários continuam em atividade. E como usar bem a renda vinda deste serviço? Até então, o trabalho temporário era buscado principalmente por aqueles sem emprego fixo. Entretanto, o trabalho temporário virou um aliado importante na hora de quitar uma dívida. Este foi o levantamento realizado por uma empresa especializada em consultoria e informatização da gestão de processos seletivos, divulgada no final do ano.

O estudo mostra que de todos os interessados em uma vaga de trabalho temporário neste final de ano, 24% pretendem utilizar a renda saldar uma dívida. Este é um resultado muito positivo, pois demonstra que o planejamento financeiro está nos planos das pessoas, e se entende que o primeiro passo para a saúde das contas é eliminar as dívidas.

O estudo mostra que, do total de respondentes, 66% pretendem realizar algum trabalho temporário neste final de ano. Entre os objetivos verificados dos que pleiteiam uma vaga temporária, 51% pretendem conseguir uma nova oportunidade de trabalho com a atividade de fim de ano. Há 24% que declaram utilizar a renda para saldar dívidas. Ganhar uma remuneração extra para poupar é intenção de 17% dos consultados. Olha que outra notícia boa: ter um emprego extra, temporário, para guardar e começar um investimento. Tomara que este percentual possa aumentar nos próximos anos.

A proposta deste texto hoje é esta: se você encontrou um trabalho temporário, use esta renda – extra ou não – para pagar as contas e saldar as dívidas. Aproveite para negociar com os devedores uma redução de juros, ou abatimento nos valores finais. O restante que sobrar, mesmo que seja um pouco, guarde. Se o dinheiro não é necessário imediatamente, aproveite-o como incentivo para um investimento de médio e longo prazo, que garanta a concretização de uma viagem, por exemplo, de uma reforma ou que sirva para que você não volte a se endividar no final de 2013.

Se for um dinheiro para uso mais imediato – como o pagamento das contas do próximo mês – veja uma modalidade de investimento com liquidez diária (ou seja, que pode ser resgatado a qualquer momento, com os juros daquele período poupado). Quem sabe, você consegue resgatar somente os juros para pagar as contas, e mantém o saldo na aplicação por mais tempo.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

Use o seu lado racional nas compras

*Por Eduardo Forestieri

E está aberta a semana nacional de início de regime e a temporada de promoções do início do ano. Já comemos e bebemos tudo que podíamos e o que não deveríamos nos últimos dias e agora é hora de voltar para a rotina e começar a colocar os planos em prática, também entramos no tempo em que grande parte dos centros de comércio aproveitam as primeiras semanas de janeiro para finalizar os estoques que ficaram do Natal e anunciam descontos e facilidades de pagamento.

Neste momento, vale a pergunta: o racional sempre funciona? Mais ou menos. Quem tem o hábito de comprar sem pesquisar, acaba gastando mais quando se defronta com um anúncio de desconto, uma barganha. É comum, por exemplo, ficarmos tentados a levar duas camisas em lugar de uma, só porque a segunda peça tem desconto. Mas será que precisamos mesmo deste outro item? Ou é só impulso?

Outro exemplo rápido. Se perguntarmos a alguém o que é preferível: a assinatura de um jornal impresso por R$90,00 ou a assinatura de um jornal online+impresso por R$ 110,00, a segunda opção será a escolha da maioria – mesmo de quem nunca irá abrir a edição no computador.

Se você aguarda este momento de promoções para fazer grandes compras, tenha o cuidado de criar uma lista em casa com o que é realmente necessário e importante. Procure segui-la e não se deixe levar pelos grandes descontos das vitrines. Às vezes vale mais visitar um outlet. Se o produto é algo que você está acostumado e os preços são seus conhecidos, aproveite o momento para checar se os descontos oferecidos são reais. Na dúvida, pesquise e compare. Te parece normal alguém conceder descontos de até 80% de uma semana para a outra? No mínimo o preço da semana anterior não era o justo, será que agora é?

Geralmente, o preço menor está relacionada a queima de estoque ou um produto com avaria. Nestes casos, a loja deve especificar, na gôndola ou expositor, na nota fiscal, recibo ou pedido, os problemas apresentados no produto, detalhando-os ao máximo possível. Nesse caso o consumidor não terá direito a troca em razão das avarias que o produto apresentava no momento da compra. Entretanto, produtos mesmo em promoção podem, sim, ser trocados, se o problema é de defeito que prejudique seu funcionamento.

Ainda frente aos descontos, negocie. Há sempre espaço para baixar mais o preço, especialmente se você compra em maior quantidade ou paga à vista. E por falar nisso, não pode haver diferenciação de preços à vista no dinheiro, cheque, cartões de débito e crédito (sem parcelamento). E o comerciante não pode estabelecer um valor mínimo para a utilização dos cartões de crédito e débito (está é até polêmica, mas é a Lei de Direitos do Consumidor). Se optar pelo pagamento à prazo, faça as contas, pois inevitavelmente há sempre juros embutidos, mesmo que o comerciante não deixe tão claro.

No site do Procon há recomendações importante como avaliar e testar os produtos antes da aquisição, seja estado de conservação, seu funcionamento e se o conteúdo confere com os dados apontados na embalagem. Na compra de eletrônicos e eletrodomésticos, sempre que possível, teste o produto ainda no interior da loja. Ou certifique com a loja o prazo para a troca e garantia de que o produto será substituído caso seja constatado algum defeito no momento da instalação.

Não esqueça que janeiro também é mês de pagamento de impostos, despesas com escola, entre outras despesas que podem onerar suas contas no final do mês.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

Vai viajar? Veja os cuidados financeiros na ida e na volta

*Por Eduardo Forestieri

Enfim o final do ano chegou e o mundo não acabou. Então, você poderá curtir a viagem que planejou, certo? Vamos fazer um check list para o planejamento financeiro da sua aventura.

Planeje os gastos para o dia a dia, é a melhor forma de calcular quanto dinheiro levar (ou ter disponível no banco e no limite do cartão de crédito). Você pode buscar em sites especializados em viagem, os custos médios de uma refeição, hospedagem, valor de passeios e locais para visitar, transporte. Faça o roteiro da viagem já anotando estes custos. Desta forma, você conseguirá calcular seu gasto diário. Fica mais fácil a programação.

Durante a viagem, reserve o final do dia para anotar o que realmente foi gasto. Se abusou num dia, procure economizar no outro para manter a média definida.

Tenha formas diferentes de “dinheiro”: em moeda local, em traveler checks, cartões de crédito e de débito. Assim, você se previne contra uma perda, um gasto inesperado ou outro incidente durante a viagem.

Por falar no item acima, considere que, se por um lado o cartão de crédito internacional tem incidência de IOF, por outro ele é a melhor ferramenta de controle, frente, por exemplo, ao cartão de débito (tem valor limitado e não tem IOF).

Fez o câmbio? Essa é a forma com a qual você não se surpreende com o valor de conversão na volta. Aeroportos, lojas locais ou hotéis em geral são os que cobram as taxas mais altas. Antecipadamente você pode tentar a melhor paridade acompanhando a oscilação do câmbio e tentando converter pelo melhor valor possível.

Também não se esqueça que ao voltar das férias, o cotidiano nos espera, o que inclui as contas mensais e o pagamento de despesas – inclusive as compras de viagem. Deixe sempre uma reserva.

Por fim, quando foi a última vez que você checou a pontuação do seu cartão fidelidade? O melhor benefício é aquele que você usa, lembre-se sempre desta máxima. Anualmente, os clientes de cartões com milhas deixam expirar o suficiente para a aquisição de 5 milhões de passagens aéreas para o Brasil ou América do Sul. Espero que este não seja seu caso. Se elas forem vencer e você não tem uma viagem programada, que tal oferecer milhas como presente de Natal? Ainda dá tempo de imprimir um “vale presente” e transferir as milhas antes do fim do ano.

Na semana que vem, farei uma retrospectiva dos assuntos que tratamos em 2012. Se tiver alguma dúvida, é só escrever aqui, bom natal.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

Desempenho da economia ficou abaixo do esperado em 2012

* Por Leonardo Porto

A performance da economia brasileira em 2012 decepcionou. Considerando os dados recentemente divulgados, referentes ao terceiro trimestre do ano, o PIB deverá apresentar crescimento inferior a 1,0%. Tal desempenho se configuraria como o pior resultado anual desde a contração de 0,3% verificada em 2009 que, naquela ocasião, refletiu a maior parte dos efeitos da crise internacional. O pior desempenho da economia já vem contaminando as projeções para 2013, em especial devido à perspectiva de que a sua recuperação tende a ocorrer de forma mais lenta do que se imaginava. Em resumo, prevemos crescimento do PIB de 0,9% em 2012 e de 3,4% em 2013.

Em um cenário de baixo crescimento como este torna-se difícil vislumbrar um ciclo de elevação das taxas de juros. Na verdade, devido ao fato de acreditarmos que o PIB do quarto trimestre de 2012 deverá continuar decepcionando, prevemos queda da Selic para 6,5% (dos atuais 7,25%) ao longo do primeiro semestre de 2013.

Neste ponto cabe perguntar quais seriam os principais fatores que estão restringindo a recuperação da economia, mesmo diante dos significativos estímulos monetários (queda da Selic desde 12,50%). Para nós, fatores externos como a contração de economias maduras, assim como causas domésticas, como o elevado nível da taxa de inadimplência dos empréstimos e o papel menos ativo do BNDES em prover crédito às empresas, seriam algumas das possíveis explicações para o aparente paradoxo do baixo crescimento do PIB.

Olhando para horizontes de médio e longo prazos, o cenário de baixo crescimento (ou mesmo contração) de importantes economias desenvolvidas sugere que a expansão do PIB do Brasil será baseada na demanda doméstica, em especial na dinâmica do consumo das famílias. Neste ponto, cabe destacar o fato de que a manutenção de um mercado de trabalho aquecido terá papel fundamental em sustentar taxas de crescimento robustas do consumo privado. Além disso, eventuais reduções da taxa de inadimplência dos empréstimos tende a reduzir o risco de crédito dos bancos, produzindo impulso adicional para a expansão do crédito e, consequentemente, do consumo das famílias.

Em um cenário como este deve-se atentar para o risco inflacionário, agravado pelo fato de que o ponto de partida é um nível de inflação em torno de 5,6% em 2012, ou seja, já acima do centro da meta de 4,5%. Em outras palavras, se realmente a economia brasileira estiver caminhando para uma trajetória de aceleração do crescimento (ainda que gradual) e mercado de trabalho bastante aquecido, a tendência é de aceleração da inflação. Traduzindo em números, prevemos que a inflação medida pelo IPCA atinja 5,2% em 2013, abaixo dos 5,6% previstos para o ano, exclusivamente devido ao impacto da provável queda dos preços da energia elétrica, conforme promessa da nossa Presidenta.

Leonardo Porto de Almeida é economista sênior do Citi desde agosto de 2008; mestre e doutor em Teoria Econômica pela FEA/USP.

Estes pontos podem definir sua escolha por uma previdência privada

*Por Eduardo Forestieri

No post anterior, dei algumas dicas para usar o 13o. salário. Entre elas, estava o investimento em sua aposentadoria, pensando num plano de previdência privada. Continuarei hoje este assunto, indicando alguns pontos que você deve observar ao escolher um produto destes.

Logo de início, a regra é simples: quanto mais jovem, menor precisa ser a contribuição para resultar no montante que você deseja receber mais para frente. É possível optar por um aporte grande inicial, depósitos periódicos e constantes, ou até contribuições esporádicas. Tudo depende da forma como você faz o planejamento financeiro. Mas meu conselho é se programar para fazer um aportes constantes no plano, como se fosse uma conta a pagar com o nome “Aposentadoria”.

O segundo ponto é avaliar os custos do plano. Os dois principais são a taxa de administração e a taxa de carregamento. A primeira é o valor anual descontado pró rata/dia pela gestão do plano. Em outra palavras é o que você paga ao gestor para colocar a estratégia de investimentos em prática no seu plano de previdência. Sempre compare as taxas oferecidas pelas instituições antes de escolher seu plano. E lembre-se: quando você consultar a rentabilidade obtida pelo seu plano, saiba que esta já considera a dedução da taxa de administração correspondente.

A taxa de carregamento pode ser cobrada sobre o valor da contribuição e/ou quando você resgata. Ela pode ser de no máximo 10% e tem como finalidade custear as despesas administrativas da instituição.
Dê preferência aos planos que cobram carregamento que tenham isenção desta taxa ou que cobram o menor valor.

Esta taxa também pode depender de quanto você irá contribuir, ou seja, as melhores taxas estão associadas a maiores contribuições; ou do tempo de permanência no plano escolhido (quanto mais tempo, menor a taxa).

No longo prazo, qualquer meio ponto percentual a mais em qualquer uma das taxas vai causar um grande impacto na sua reserva. Esteja atento para comparar as taxas de cada instituição no momento da contratação.

Terceiro e último ponto: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)? Esta é uma dúvida recorrente. Em resumo, escolha PGBL se você faz declaração de imposto de renda completa. O VGBL para quem declara pela simples. Por quê?

Na declaração completa, você pode usar até 12% do valor das contribuições de um PGBL como dedução do imposto. No caso da VGBL não há este benefício fiscal.

Como a previdência privada é uma forma de renda, é preciso pagar a parte do Leão, e aí há também como avaliar a melhor tributação. Na progressiva, o desconto do imposto é sempre de 15%, feito como antecipação. O acerto restante é feito na declaração anual de imposto de renda. Já a tributação regressiva inicia com um desconto de 35% e vem reduzindo o percentual até 10% em 10 anos. O desconto será sempre feito no resgate.

E não se esqueça de definir quem será o beneficiário da sua previdência, caso você não a resgate e antes de aplicar verifique qual o tipo de investimento mais adequado para seu valor atingir o que você precisa no futuro ( renda fixa, balanceado, multimercado ou até data alvo; falarei disso nos próximos posts).

Se você tem alguma dúvida, escreva aqui. Boa escolha e até.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

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13o. salário: não gaste tudo!

*Por Eduardo Forestieri

Depois de um período em férias, volto à esta coluna fazendo uma solicitação: não gaste todo seu 13o. salário antes de iniciar 2013. Parece fácil, e você ouve falar todos os anos para investir uma parte deste dinheiro. Bem, o momento chegou. Somos aproximadamente 80 milhões de brasileiros beneficiados com este rendimento extra no final do ano. Um montante previsto que gira em torno de R$130bi injetados na economia.

Uma parte deste valor já está na sua conta corrente desde o final de novembro. O restante chega no próximo dia 20. Então, estou bem no meio do caminho para convencê-lo a trabalhar o 13o. de forma mais planejada.

Fizemos uma enquete em nosso Facebook ainda em outubro para saber o que as pessoas pretendiam fazer com seu benefício. A maioria irá gastar com presentes de Natal, seguido daqueles que irão viajar financiados pelo 13o. Somente em terceiro lugar aparece “investir para as despesas de início de ano” e, em último, pagar dívidas.

Pois minha sugestão de planejamento é justamente o contrário. Pela ordem de importância, a primeira coisa a ser feita é quitar suas dívidas. E aproveitar para fazer uma análise do orçamento de 2013 para não repetir a dívida no próximo ano.

Em seguida, pode pensar nos presentes de Natal, nas ceias que, afinal, ninguém precisa passar por sovina em uma época em que se prega a generosidade e a confraternização. Mas é possível se organizar para comprar em um só lugar, tendo a chance de negociar o valor final das compras, ou fazer uma pesquisa de preços, mesmo pela internet. E que tal pensar em um presente socialmente responsável? Há muitas ONGS que fazem bazares de seus produtos no final de ano com bons preços. No blog CitiCarreira demos outras dicas para a época.

Sobrou um pouco? Invista na sua aposentadoria, pensando nos benefícios de um plano de previdência (daqui há algumas semanas, falarei sobre como escolher uma previdência). Converse com seu gerente ou planejador financeiro e discuta usar seu 13o. para diversificar os investimentos em 2013 e para chegar lá com mais “sobra’, será necessário diversificar seus investimentos dado o cenário econômico que temos pela frente. Como é um dinheiro que está “fora” do orçamento dos 12 meses do ano ( afinal não há um 13º mês de gastos), vale buscar alternativas para buscar uma melhor alternativa de retorno compatível ao risco de oscilação que você está disposto a correr.

Por fim, não esqueça que janeiro é tradicionalmente um mês de contas extras, seja IPVA, IPTU, matrículas e despesas escolares. Como já sabemos deste gasto extra, não há porque deixar de planejar o momento.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros