A cerveja e a inflação

*Por Eduardo Forestieri

O título deste post poderia ser também “o sapato novo e a inflação”; ou “o material escolar e a inflação”; ou “o charuto e a inflação”. Porque este não é um texto que vai fazer qualquer análise comparativa sobre o impacto da cerveja na inflação divulgada pelo Governo.

Não. Este é um post sobre o quanto a sua inflação pessoal pode ser diferente daquela do mercado. Você sabia que a cerveja aumentou três vezes mais que a inflação? Isto significa que se você aprecia uma loura gelada após o expediente e nos finais de semana, provavelmente teve suas finanças pessoais e seu custo de vida muito mais afetado que o do seu vizinho que só consome vinho, ou do governo que tem parte das renovações das suas contas baseadas na inflação oficial.

A mesma comparação podemos fazer com charutos, um sapato novo ou o material escolar. Em outras palavras, a sua inflação pessoal é gerada pela alteração de preços daquilo que você consome no mês – seja produtos móveis, imóveis, duráveis ou não duráveis e ultimamente principalmente os serviços.

Por isso vale à pena tem em mente dois cálculos: quando o IBGE divulga a inflação, ele diz quais foram as categorias de produtos que mais subiram ou desceram (vestuário, alimento, etc.) e o percentual. Estas variações dos custos individuais de cada produto ou serviço que você consome (muitas vezes diferente da inflação geral) impactam mais diretamente no seu bolso.

É a partir destes percentuais separados, que você conseguirá calcular quanto seu investimento precisa render ou quanto você necessita aumentar seu rendimento para manter o padrão de vida, ou seja quanto você precisa ter de retorno líquido apenas para que você tenha mantido o poder de compra e assim consiga ao menos comprar/consumir as mesmas coisas no mês seguinte. O ideal é que você tenha um retorno líquido de imposto acima da sua inflação pessoal e assim consiga aumentar seu patrimônio e/ou aumentar seu padrão de consumo.

Tem outra conta mais fácil: diminuir seus gastos nas categorias que mais sobem os preços, no nosso exemplo a saída é parar de beber cerveja…ok não dá, não é? Então busque uma alternativa aumentando o objetivo na sua sobra de capital, faça esta conta no final do seu planejamento financeiro:

ganho – despesa = sobra de no mínimo 10% do ganho. Em números:

100-90=10 (10% do ganho)

Assim você mantém suas finanças sempre acima da inflação, independentemente dos números apresentados pela economia e ainda pode aumentar seu patrimônio ou seu padrão de consumo, sem deixar de fazer o que gosta. Vale o paralelo com finanças do conselho: beba (ou gaste) com moderação!

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

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