Pagamento com cartão é um aliado na economia doméstica

*Por Eduardo Forestieri

A pesquisa é de 17 de outubro deste ano. Pode parecer notícia antiga para os padrões das redes sociais, mas acho que ainda vale uma análise do ponto de vista de planejamento econômico.

Estou me referindo aos dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), com relação ao aumento do uso de cartões de débito e crédito pela população, em lugar de dinheiro e cheques.

Considero este movimento muito bom por alguns motivos. O primeiro deles, é que as pessoas estão utilizando as ferramentas financeiras disponíveis para o controle orçamentário. Segundo a pesquisa, a parcela de brasileiros com algum tipo de cartão – seja ele de crédito, débito ou de alguma loja – subiu de 68% em 2008 para cerca de 75% da população brasileira neste ano. Também mais estabelecimentos têm disponibilizado a opção de pagamento eletrônico a seus clientes.

A participação do cartão de débito nos gastos do mês do brasileiro pulou de 19%, em 2011, para 23%, este ano. No mesmo período, a participação do dinheiro em espécie caiu de 43% para 38%. Com isso, a população ganha em segurança e em controle de gastos.

O segundo motivo: o mesmo estudo apontou ainda que a posse de cartão de crédito tem crescido mais entre os consumidores de classe C, ao passar de 41% em 2010, para 45% em 2012; e das classes AB, cuja variação, em igual período, foi de 62% para 65%. O cartão de crédito pode e deve ser usado a seu favor no planejamento da economia doméstica. Uma das vantagens, por exemplo, é escolher a melhor data de pagamento do cartão, para que haja mais dias de crédito no fechamento de cada fatura.

E por falar nela, a fatura pode ser uma ótima fonte para agregar os gastos entre grandes grupos de consumo (lazer, roupas, alimentação, etc.) para que você possa fazer uma comparação saudável da evolução ao longo do tempo. Essa visão é importante para você avaliar para qual grupo vai a maior parte dos seus gastos e qual deles vem crescendo ao longo do tempo. Isto nada mais é do que calcular a inflação pessoal e dessa forma poder acompanhar e controlá-la, diminuindo ou buscando alternativas para cada tipo de consumo. Outra boa fonte para acompanhar se seus gastos estão subindo a um percentual mais alto que seu salário. Neste caso ou é o momento de segurar os gastos ou talvez seja hora de negociar um aumento e estes números podem ajudar na argumentação.

Além disso, caso seja necessário, o cartão de crédito oferece um limite à disposição para uma eventualidade (e só nestes casos estritamente eventuais).

Por fim, quase todos os cartões de débito ou crédito do mercado estão atrelados a algum programa de benefícios, que podem reverter em descontos, milhagem, prêmios que são boas oportunidades econômicas para quem se planeja para desfrutá-los.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

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