Sustentabilidade também nas finanças

*Por Eduardo Forestieri

Esta é a Semana da Diversidade no Citi. E o tema é também visto na esfera econômica e financeira. A sustentabilidade é um termo que deve ser aplicado também nas suas contas pessoais e familiares. Vamos falar sobre o tema nas próximas semanas, e você verá como é possível se tornar financeiramente sustentável.

Hoje vamos tratar de duas figuras “não sustentáveis”: o perdulário e o avarento. E eles não afetam somente sua economia pessoal, mas a de nós todos. De que forma?

Vamos imaginar um mundo em que metade das pessoas simplesmente não se preocupem em poupar e investir seu dinheiro. Ele simplesmente vai gastando tudo conforme ganha. Também não usa crédito ou empréstimos. Vive uma vida compatível com seus rendimentos.

Bem, em algum momento da sua existência, estas pessoas deixarão de produzir, de ter uma renda. Ou passam a ter uma renda mais baixa do que seu padrão. um incidente, demissão, acidente, doença, aposentadoria ou mesmo qualquer outro tipo de falta de renda. Nesta hora, 50% do mundo terá que sobreviver às custas dos outros 50%. Se não há nada investido, poupado, não há de onde tirar o recurso e será preciso consumir os recursos da sociedade.

Seja de um parente, do Governo ou de uma ação de caridade, estes 50% terão que sobreviver e consumir recursos. Em muito pouco tempo, não será possível que metade da população mundial trabalhe para sustentar a si e à outra metade. Seria um colápso na sustentabilidade econômica.

O outro lado

Vamos timar agora outro exemplo de mundo fictício, onde 50% da população guarda seu dinheiro “no colchão”. Não investe, não consome, tem um estilo de vida avarento. Este grupo também age contra a sustentabilidade financeira da sociedade.

O ávaro não faz seu dinheiro circular na economia, não investe,não consome e, consequentemente, não estimula a geração de empregos, não cria nada financeiramente. Se metade da população mundial tomasse esta atitude, não haveria fluxo de crédito para que microempresários crescessem, para que empresas se desenvolvessem e para que as pessoas pudessem concretizar sonhos como de automóvel ou da casa própria.

A melhor postura sustentável é o meio termo: é saber consumir agora e ter consciência que no futuro você também precisará ter recursos para a continuidade do seu padrão de vida e de sua família. O bom senso de investir uma parte dos ganhos, mesmo que mínima, é o que pode ser chamado de pensamento financeiro sustentável.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

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