IPI e o desejo de comprar um automóvel

*Por Eduardo Forestieri

Neste fim de semana, vimos pela mídia as concessionárias repletas de consumidores querendo aproveitar o desconto que o governo deu para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incide sobre automóveis e eletrodomésticos da linha branca. Até o fechamento desta coluna, o Governo não havia decidido se prorrogaria o prazo de 31 de agosto para o benefício. Então, vamos falar hoje sobre as melhores opções de aquisição de um automóvel.

Ter um carro próprio é um desejo de muitos brasileiros. Os problemas de infraestrutura no transporte público e a cultura no país são fatores que impulsionam a vontade de ter um carro. Então, a primeira questão a ser feita é: o quanto eu quero um carro pelo carro, ou para ser um meio de transporte?

Adquirir um veículo é como ter um novo membro na família, dizem. No seu orçamento é preciso estar bem descrito não só o valor da compra do carro, mas de todas as despesas de manutenção, mês a mês, que ele gerará: IPVA, licenciamento, combustível, estacionamentos e manobristas, peças, seguro, manutenções, etc. Sem isso, você poderá ter uma surpresa desagradável nos primeiros meses de nova direção.

Financeiramente, se não houver outra questão envolvida (como meios de transportes disponíveis, conforto, privacidade, luxo, praticidade, deslocamento para chegar, etc) o transporte público compensa mais do que um carro próprio. Outro ponto a ser estimado é o pagamento de uma mensalidade fixa para um taxista ou ponto de taxi. Conforme sua rotina e quilômetros percorridos, pode compensar.

A compra

Resolvida está questão, sem dúvida, ter o dinheiro à vista será sempre a melhor opção – com ou sem o IPI. Com o valor na mão (ou boa parte dele), as concessionárias negociam facilidades, descontos mais vantajosos, opcionais, documentação, seguro e outros que acabam reduzindo bastante o valor do veículo. Com o incentivo do governo (IPI) este valor final inclusive é reduzido pois é retirado do custo ao consumidor essa parcelo da União, portanto se a decisão por comprar já foi tomada o desconto do IPI sempre é bem vindo.

Não tendo o recurso disponível, minha dica é buscar a menor taxa de juros no parcelamento. Quanto mais próximo do zero, melhor. Aqui vale uma importante observação: faça as contas na “ponta do lápis” para saber o quanto você realmente pagará pelo carro no final do financiamento. Quando os juros são muito baixos, alguém nesta cadeia comercial está “pagando” por estes juros. Fique atento à taxa de abertura de crédito, IOF ou outros valores extras. Eles podem estar compensando para a revendedora o juros zero oferecidos nas parcelas.

Tendo estas considerações em mente, você poderá fazer um bom negócio na compra de um automóvel.

Estamos com uma enquete no Facebook: qual seu meio de transporte? Responda lá.

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

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