Férias frustradas nem pensar

*Por Eduardo Forestieri

Estamos na última semana do período de recesso escolar e você não teve a oportunidade de aproveitar as férias por falta de dinheiro. Sem uma programação prévia é complicado ter disponível o recurso necessário para realizar este sonho.

Então vamos iniciar agora o planejamento para as férias do final do ano, ou de qualquer outro período. É possível realizar, sim, uma viagem por ano, independentemente da renda que você tenha, poupando mês a mês. Como? As férias, na verdade, devem começar bem antes da viagem propriamente dita.

O primeiro passo é definir os objetivos. Qual tipo de viagem, por quantos dias e daqui a quanto tempo são as perguntas a serem feitas. Estabelecida a meta, é a hora de criar o plano que levará você ao resultado esperado. Nesta hora, a dica é reservar parte da renda mensal para pagar a viagem. O valor poupado vai depender das suas prioridades financeiras. Um rápido cálculo pode ajudar a encontrar este número:

Divida o valor da viagem que você pretende pelo número de meses até a data prevista para o início das férias; acrescente 0,5% ao número encontrado (uma margem acima do valor do pacote para despesas extras comuns em viagens de férias). Calcule 15% da sua renda. Se o resultado for maior que o montante a ser economizado por mês, você tem fôlego para investir na viagem.

Se o valor a ser poupado é maior do que estes 15%, ou quando toda a renda já estiver comprometida com outras dívidas e despesas, é a hora de avaliar quais custos do dia a dia podem ser cortados em prol de um benefício maior no futuro (a viagem). Muitas vezes, uma redução no jantar semanal com a família em restaurantes já gera o financiamento de parte de uma viagem. É a estratégia de trocar um prazer do momento para outro melhor no futuro.

Faça uma lista com todas as pequenas despesas do dia a dia, geralmente pagas em dinheiro: um café no meio do expediente, um prato mais caro no restaurante, uma roupa nova, um presente que pode ser negociado como parte da viagem. São todos gastos que podem ser economizados e convertidos em fundos para as próximas férias.

Com isto estabelecido, é possível definir qual o melhor investimento para este dinheiro. Num curto prazo (por exemplo, para as férias do final do ano), é importante pensar num risco próximo a zero, caso de poupança, CDB,fundo DI ou fundo de renda fixa.

Entretanto, independentemente do tipo de investimento, planejar antecipadamente é a melhor estratégia para alcançar aquele sonhado momento de férias, além do que esse planejamento em família com antecedência faz com que a viagem “comece” bem antes da férias afinal todos os dias suas ações no presente já serão parte do seu prazer no futuro, que tal começar sua próxima viagem amanhã mesmo?

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

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2 Responses to Férias frustradas nem pensar

  1. Tania de Almeida says:

    Estou devendo no cheque especial mas não quero mecher nos investimentos, então prefiro pagar os juros e ir amortizando aos poucos a dívida pois se mecho no investimneto, com certeza ñ reporei. Estou agindo certo?

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