Flash – Ata do Copom divulgada hoje mantém as expectativas de redução da Selic

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgada hoje (19/07) pela manhã voltou a afirmar que futuras reduções na Selic terão de ser feitas com “parcimônia”, mesmo com a recuperação econômica ocorrendo de maneira mais lenta. O processo de corte dos juros, iniciado em agosto do ano passado, deverá ter prosseguimento.

“Mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia”, afirma o documento.

Desde que começou a utilizar a palavra “parcimônia” nos comunicados, o BC tem optado por reduções de 0,5 ponto percentual. Assim, a ata de hoje reforça nossa expectativa de outro corte 50 pontos percentuais na próxima reunião (29 de agosto).

Além disso, o documento destaca que o cenário central inclui um ritmo mais forte da recuperação da atividade no segundo semestre de 2012, e identifica uma diminuição da probabilidade de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais. Em nossa opinião, isso indica que o BC continua otimista e, portanto, pode estar perto de terminar o ciclo de flexibilização. Acreditamos que a decisão do outubro de Copom dependerá da confirmação da melhoria da atividade econômica esperada, o que ainda contém um elevado grau de incertezas e riscos para o lado negativo.

Com esta análise, mantemos nossa perspectiva de que a Selic será reduzida para 7,25% este ano, incluindo um corte de 50 pontos em agosto e uma queda final de 25 pontos percentuais em outubro.

Pontos-chave

Com relação à atividade econômica, embora haja confiança por parte do BC em relação a uma perspectiva positiva no restante do segundo semestre de 2012, o Copom ainda vê uma recuperação muito gradual, por conta os últimos dados de atividade decepcionantes. Ao mesmo tempo, a ata continua a destacar os riscos inflacionários vindos do mercado de trabalho ainda apertado, referentes a aumentos salariais além do crescimento da produtividade.

Quanto ao panorama internacional, além de entender que os riscos de um evento extremo caíram, o Copom também afirmou que estão se consolidando as as perspectivas de uma moderação global, e consequentemente, a contribuição do cenário externo segue desinflacionária.

Com relação à inflação, o Copom espera ainda que o índice acumulado em 12 meses continue a cair, convergindo para a meta deste ano. As perspectivas de inflação do IPCA em 2012 caíram desde maio no cenário de referência, enquanto mantiveram-se estáveis no cenário de mercado, ficando em torno do centro da meta. Para 2013 as projeções inflacionárias também baixaram, mas permaneceram acima de 4,5% nos dois cenários.

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