Flash – Governo reduz previsão de crescimento do PIB

O Banco Central revisou a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2012 de 3,5% para 2,5%. A nova projeção consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado pela instituição na manhã dessa quinta-feira, dia 28.

Para o BC, desde o último relatório (em março), o cenário mundial piorou, indicando queda geral no ritmo de crescimento das economias. Em relação ao balanço de riscos para a inflação, o Banco Central reafirmou que os desenvolvimentos do cenário global continua a ter efeito desinflacionário sobre a economia doméstica. O BC indicou, ainda, que devem ser limitadas as preocupações em torno das pressões de alta sobre a inflação vindas da desvalorização da moeda nacional. Neste sentido, o mercado de trabalho apertado parece ser a principal ameaça para a inflação, mesmo considerando que a autoridade monetária já está visualizando alguma acomodação na margem.

Diante do fato de que o relatótrio de inflação não trouxe maiores informações adicionais àquelas já sugeridas em documentos/discursos anteriores, mantemos a nossa previsão de duas quedas adicionais na taxa de juros, de 50 pontos percentuais (pb) cada, seguido por um corte final de 25bp em outubro, colocando a taxa Selic em 7,25% no final de 2012.

Pontos-chave

O Banco Central também revisou a sua projeção para o IPCA em 2012 segundo o cenário de erferência para 4,7% (de 4,4%). Para 2013, a estimativa caiu de 5,2% para 5%. Já para o cenário de mercado, a previsão foi de 4,5% para 4,7% em 2012 e de 5,3% para 4,9% em 2013. Apesar da queda, todas as previsões de inflação para 2013 se mantiveram acima ponto médio da meta de 4,5%.

É importante ressaltar que o BC não mencionou a projeção de inflação do cenário central, excluindo a frase “a inflação no cenário central está em torno da meta em 2012″, como foi usado no relatório de inflação anterior. Neste sentido, as projeções inflacionárias do cenário de referência e de mercado voltaram a ser as principais referências para a avaliação quantitativa da inflação segundo a autoridade monetária.

Além de admitir que as condições da economia global são desfavoráveis e são um dos fatores por trás de uma recuperação econômica mais suave que a esperada, o Banco Central destacou também o decepcionante desempenho dos investimentos desde o 2o. semestre de 2011. No entanto, o relatório de inflação também enfatizou que parte dos efeitos provenientes dos estímulos já aplicados sobre a economia não surtiram efeito ainda.

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