A hora de reerguer a família

*Por Eduardo Forestieri

Hoje vamos falar de um assunto que muita gente evita, mas é necessário: o que fazer quando o arrimo da família falece de repente. Como fazer um planejamento, dar conta da manutenção da família no dia a dia, e ainda começar a trabalhar – no caso de esposas ou filhos que não trabalhavam.

No planejamento financeiro, temos a fase do aculturamento pessoal e do equilíbrio orçamentário, que muitas vezes é feito por uma só pessoa, principalmente nos casos em que essa pessoa é a responsável pelo sustento da família. Mas, a seguir, tem a etapa importante de adequação e adaptação da família a esse planejamento, que inclui como a próxima geração vai tratar do dinheiro. No entanto, vivemos em uma sociedade repleta de tabus, e muitas famílias “pulam” essa etapa até que um dia o arrimo da família falece e todos os outros se veem perdidos, sem saber por onde começar.

O ideal é que o arrimo, ou a primeira geração, participe do processo de formação da segunda geração. Mas se isso não aconteceu, na emergência alguém deve tomar a frente do planejamento e, em primeiro lugar, verificar a liquidez que a família tem – se há algum seguro de vida, previdência, recursos disponíveis em contas conjuntas etc. A seguir, é preciso saber os gastos mensais da família e calcular quanto tempo os recursos duram até sair a partilha, que normalmente demora bastante. Se os recursos não forem suficientes até lá, é necessário se reestruturar em função do orçamento disponível. Essa reestruturação pode significar cortar gastos, ter outras pessoas contribuindo para a renda familiar, enfim, encontrar um equilíbrio entre receitas e despesas.

Para evitar situações como essas, há alguns instrumentos para o planejamento financeiro, que garantem a liquidez da família se alguém falecer, como seguro de vida e previdência. Esses dois produtos são liberados de imediato, não dependem da partilha, e podem ajudar na manutenção da família até que o equilíbrio se restabeleça.

Mas nada disso vai adiantar se o planejamento financeiro não for compartilhado com a segunda geração, para que os filhos também aprendam a lidar com o dinheiro e saibam o que fazer quando os pais faltarem. Caso contrário, os recursos acabam rapidamente em mãos inexperientes.

 

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

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