A necessária presença da vitamina S

* Por Patricia Camargo

Esses dias eu estava pensando: “Juros são como a bendita vitamina S (sujeira) que temos que dar aos nossos filhos”. Explico. Quando se é mãe, você escuta do pediatra, da vizinha, da mãe, da sogra as maravilhas e benefícios de deixar seus filhos em contato com todo tipo de germes, vírus e bactérias para ganhar resistência. Mesmo porque, estes agentes estão por toda parte, mais próximo da sua vida do que você imagina (ou gostaria).

Com juros é a mesma coisa. Eles estão por aí, no seu cheque especial, no cartão de crédito, nas compras à prazo. Inevitáveis em alguns momentos da vida. Mas eles também fazem parte dos investimentos, da poupança, do rendimento do FGTS – um alento que nos convence a não deixar o dinheiro simplesmente guardado embaixo do colchão. Em resumo, precisamos nos expor aos juros para termos resistência e conseguirmos lidar da melhor maneira com eles, trazendo mais benefícios que prejuízos.

O problema (sempre tem um) é justamente saber o “até onde”. Até onde vou deixar meu filho do lado do colega com caxumba? Vai que a caxumba do meu se manifeste mais forte que a do outro? Quantos minutos eu deixo as crianças na chuva, para aproveitarem, sem se resfriar? O bebê pode morder a blusa da tia? E lamber o chão?

Este tão difícil equilíbrio é o mesmo a ser encontrado quando lidamos com taxas de juros para qualquer crédito ou compra. É preciso saber que taxa podemos assumir, sem nos mortificarmos com as conseqüências. Uma parcela mais alta por um período mais curto de pagamento pode significar juros mais baixos no final da conta. Já se a taxa que você paga é mais baixa que a de um investimento, por exemplo, pode ser mais interessante estender os pagamentos em parcelas mais baixas e aplicar o dinheiro que sobrou.

Os especialistas falam que a alta ou baixa das taxas de juros do mercado estão relacionadas também com nosso perfil de consumo. Se a sociedade em geral têm hábitos mais consumistas que de economia e investimento, os juros tendem a ser mais altos, para conter uma possível inflação. É assim: se o bebê vai ao shopping desde que nasceu, ele precisa de mais vitamina S para ser mais resistente e conter doenças mais sérias. Já aquele que passará a infância mais distante de aglomerações e focos de doenças, pode ter uma carga menor de vitamina S. Claro que o primeiro bebê vai ter mais visitas ao pediatra que o segundo. Paciência, é o equilíbrio necessário.

Não há ninguém melhor do que você mesmo para entender a necessidade da vitamina S e saber qual a intensidade que ela precisa ter na vida do seu filho (ou dos juros na sua vida financeira). Mas é válido também ouvir os conselhos de quem já passou por isso. O seu gerente de relacionamento pode te ajudar a responder: “até onde?”

* Patricia Camargo é jornalista, tem dois filhos, um com dois anos e outro de seis meses, e escreve há 18 anos para empresas. Colabora na produção de conteúdo para as redes sociais do Citi

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2 Responses to A necessária presença da vitamina S

  1. Jane Quartilhjho says:

    Adorei a matéria Patricia, parabéns. Bjs Jane

  2. keli cristiane azevedo says:

    verdade verdadeira,gostei demais,e concordo plenamente. parabéns.

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