Proteção é necessária mesmo para quem tem patrimônio

*Por Eduardo Forestieri

Para manter a qualidade no padrão da sua vida, outro ponto com o qual você precisa se preocupar é a proteção do patrimônio. Mesmo que já tenha duas casas, três carros e alguns milhões investidos. Se você tem família e filhos e uma renda mensal que sustenta a casa, na sua ausência todo o patrimônio pode ir embora rapidamente.

Em média, após uma perda, a família se restabelece financeiramente no período entre doze meses a dois anos. Portanto, o ideal é proteger sua família com um seguro que garanta, durante o período de 12 a 24 meses, a mesma renda que era provida antes. Mais do que isso: durante o processo de inventário, muitas vezes demorado, o patrimônio é tributado e a família precisa de liquidez para pagar os impostos – tanto o seguro de vida quanto a previdência não entram em inventário.

Ninguém gosta de falar de seguro de vida, e concordo que é difícil ver R$ 200 saindo todo mês da conta corrente e pensar que aquilo somente será aproveitado quando eu morrer. Mas é isso que vai garantir a proteção, manter a qualidade e o padrão de vida da sua família no caso de qualquer imprevisto. Seguro não é investimento, mas também faz parte do planejamento financeiro.

E falando em planejamento, uma combinação bem feita entre seguro de vida e previdência privada é o melhor dos mundos. Para isso, você divide sua vida em dois momentos: no primeiro, em que você é economicamente ativo e recebe capital, pode investir em um plano de previdência e necessita de um seguro de vida; no segundo momento, o da aposentadoria, você apenas consome capital – vai desfrutar do plano de previdência e provavelmente necessita menos do seguro de vida. Dessa forma, no início da sua contribuição você precisa de uma cobertura maior e, conforme acumula saldo investido em previdência, este já é suficiente para que você precise de uma proteção menor.

Claro que, como estamos falando aqui desde o início, o planejamento é caso a caso sempre. Podemos ter uma pessoa já aposentada, mas que tem filhos menores, que necessitam de uma garantia para concluir os estudos, por exemplo. Outros não fazem previdência e vão necessitar sempre do seguro de vida para proteger a família.

Como já falei em posts anteriores, investir é optar pelo futuro em detrimento do presente – e essa é uma decisão difícil. É como um regime: se não tirar a batata frita, não vai emagrecer; ah, mas eu adoro batata frita – então tira a cerveja! Também não quero… então vai correr! Alguma coisa precisa fazer! Planejamento financeiro é como emagrecer: não tem fórmula mágica, e cada pessoa é uma pessoa!

Bom final de ano para todos e em janeiro voltamos a falar sobre planejamento financeiro e orçamento – uma meta de muita gente a cada início de ano. Até lá!

Eduardo Forestieri, CFP®, Superintendente de Produtos e Distribuição de Investimentos do Citi Wealth Management

Os especialistas do Citi estão à disposição para responder as perguntas de nossos leitores. É só deixar sua dúvida nos comentários do blog. Todos os especialistas do Citi que responderem as perguntas desta seção são certificados com o CFP – Certified Financial Planner, concedido pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros

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