Perspectivas para a economia mundial em 2012

Nossa expectativa é de que 2012 seja um ano de desaceleração do crescimento global, com grandes divergências. Estamos reduzindo novamente a nossa projeção de crescimento – o sexto downgrade consecutivo – para 2,5%. Em 2010, o crescimento global foi de 4,2% e, em 2011, será de cerca de 3,0%. Para 2013, estimamos uma reaceleração modesta, atingindo 3,1% de crescimento.

Os downgrades de previsão do crescimento global do PIB feitos pelo Citi nos últimos meses são os mais acentuados dos últimos 12 anos, com exceção das crises de 2001 e início de 2002 e do final de 2008 e início de 2009. Acreditamos que o crescimento da China irá diminuir significativamente, mas o crescimento global ainda será liderado pela Ásia. A Zona do Euro continuará em recessão e um crescimento modesto é esperado para os Estados Unidos.

O Banco Central Europeu deverá cortar as taxas para 0,5% em 2012, empurrando as taxas overnight para próximo de zero. O Reino Unido deverá expandir agressivamente as compras de bonds de longo prazo e estimamos um longo período de taxas nominais muito baixas e taxas reais negativas nos principais países industrializados. Na China, uma política de ajuste monetário – incluindo um corte dos depósitos compulsórios – deverá acontecer antes do Ano Novo Chinês.

Mesmo com taxas baixas, não acreditamos que o crescimento dos Estados Unidos seja forte o suficiente para melhorar o índice de desemprego em 2012-2013. Também esperamos que o PIB da Zona do Euro não irá recuperar o pico pré-recessão do primeiro trimestre de 2008 até 2016. O aumento do PIB da Zona do Euro no período entre 2008 – 2016 será semelhante, ou abaixo, do ritmo da “década perdida” do Japão. A China continua na trajetória de substituir os Estados Unidos como a maior economia do mundo (em termos de PIB nominal) em cerca de dez anos.

Esperamos uma série de novos rebaixamentos da dívida soberana da Zona do Euro nos próximos trimestres, incluindo Áustria, Bélgica, França, Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Também acreditamos em uma maior série de downgrades de dívida soberana nos próximos dois a três anos, incluindo Estados Unidos, Japão, Espanha e Itália.

O ressurgimento de risco político provavelmente irá se intensificar em 2012, agravado pela concentração das eleições em algumas das maiores economias do mundo e pelo aumento do risco geopolítico no Oriente Médio, norte da África e Ásia.

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