Valorizar o microempreendimento é valorizar a economia brasileira

As microempresas são responsáveis hoje pela geração de 2 milhões de empregos formais. Só este dado já justificaria a importância em apoiar o desenvolvimento do pequeno empresário para a economia brasileira. Além disso, 95% das 100 mil novas empresas que surgem mensalmente no País são incentivadoras da formalidade. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) pretendem formalizar, até 2014, 200 mil micro empreendimentos individuais de pessoas inscritas no Cadastro Único dos benefícios sociais do Governo Federal.  Nesta quinta-feira (17), o Citi divulgou os vencedores do Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos 2011, que tem o objetivo de promover o microcrédito como instrumento fundamental para a redução da pobreza ao redor do mundo.

Com histórias de superação e perseverança, os concorrentes deste ano foram também exemplos da importância do microcrédito no desenvolvimento de pequenos negócios em comunidades de baixa renda. São personagens como a microempreendedora Maria Aparecida Morales, de Mauá, na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2001, ela decidiu abrir, com a ajuda de mais dois irmãos, seu próprio negócio: a Fábrica de Pão Kero-Kero. Como na maioria dos casos de pessoas que querem abrir uma empresa, ela não tinha recursos para colocar o plano em prática e tampouco tinha conhecimento sobre gestão de negócios. No início, cada um dos 11 irmãos contribuiu com uma quantia para a compra de máquinas e equipamentos. Para juntar dinheiro para comprar matéria-prima, a família achou uma alternativa fazendo coleta de papelão na região.

Para ganhar mais clientes, a empresa expandiu sua área de atuação para os municípios vizinhos a Mauá. Hoje, a Fábrica de Pão Kero-Kero fatura cerca de R$ 240 mil por ano e é um caso de sucesso entre empresas que utilizam o microcrédito para poder crescer.

Maria Aparecida e a sua Kero-Kero conquistaram a primeira colocação na edição de 2011 do Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos, na categoria faturamento anual entre R$ 120 mil e R$ 240 mil. Além dela, outros oito microempresários foram agraciados na cerimônia de premiação, realizada na noite desta quinta-feira (17), na sede do Citibank em São Paulo. (Veja os demais vencedores aqui).

Realizado pela Citi Foundation em 28 países, o Prêmio se divide no Brasil em três categorias, com base no faturamento anual do negócio: até R$ 60 mil, mais de R$ 60 mil até R$ 120 mil e mais de R$ 120 a R$ 240 mil. Em cada uma delas o primeiro colocado recebe R$ 7 mil, o segundo colocado, R$ 5,5 mil, e o terceiro, R$ 4,5 mil.

Ao todo, concorreram ao prêmio 659 microempreendedores de 237 cidades, de 17 estados. A agente de crédito que mais indicou inscritos entre os finalistas foi Marileide Ferreira da Costa, que recebeu uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500 para realizar um curso sobre empreendedorismo.

A edição 2011 do Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos foi realizada em parceria com a ONG Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem (GAIA) e com o apoio da Associação Brasileira das Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED), Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte (ABSCM), Centro de Estudos em Microfinanças da FGV (CEMF), Ashoka, Artemisia e Avina. Nesse ano, outro apoiador importante foi o Sebrae, tanto o Nacional quanto os Estaduais.

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