Citi Tendências: Financiar imóvel sem riscos requer análise e cuidado

Por Rubens Pellini Filho

Foco e planejamento são fundamentais na tomada da decisão para a compra de um imóvel. Ter uma casa própria tornou-se um objetivo de cada brasileiro, mas é necessário ser realista para evitar que o que era sonho vire pesadelo. Um imóvel com valor muito alto, o comprometimento excessivo da renda e até mesmo a forma de financiamento escolhida podem fazer a diferença.

Se você deseja adquirir um imóvel em curto prazo e não tem recursos para fazer o pagamento a vista, o financiamento bancário é o caminho. O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e o SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário) são as opções disponíveis. Cada um pode ser mais ou menos vantajoso, conforme o seu perfil financeiro e até mesmo profissional.

O SFH, no caso de você ser empregado, tem a grande vantagem de permitir o uso dos recursos do Fundo de Garantia (FGTS). Neste caso, abater a dívida é mais atraente que manter o dinheiro literalmente parado. Boa parte dos analistas financeiros comenta que é mais vantajoso usar o FGTS para comprar um imóvel do que deixar o dinheiro na conta do fundo, devido o rendimento ser inferior a das opções de investimento existentes no mercado. A desvantagem do SFH é que limita o valor máximo do imóvel a ser adquirido a R$ 500 mil, mas o limite a ser financiado é 80% do valor total..

Agora, se você ambiciona comprar um imóvel de maior valor, o SFI é o caminho. Este sistema atende a faixa do mercado interessada em imóveis acima de R$ 500 mil. Mas o teto para financiamento continua sendo de 80% do valor total do imóvel. O sistema não permite o uso do FGTS. Isso não chega a ser um obstáculo para quem tem condições financeiras para comprar um imóvel de alto padrão, mas impede que o comprador use um recurso que está a sua disposição.

Independente do sistema de financiamento escolhido, cautela é sempre necessária. A inadimplência é o maior fator de risco para comprador, seja causada por um motivo imprevisto ou por não conseguir arcar com as prestações de uma propriedade que está fora de se real alcance. É necessário levar em conta que o custo mensal de um imóvel não se limita as prestações, e inclui despesas como água, eletricidade, gás e impostos. Estes fatores também devem ser levados em conta no momento da decisão.

O aconselhável é que você tome alguns cuidados básicos, como não comprometer mais que 30% de sua renda mensal com as parcelas e também ter um fundo de reserva, só por precaução. O risco maior da inadimplência é para os optantes do SFI, pois a lei permite que o processo judicial para a retomada do imóvel pelo agente financeiro seja mais ágil do que no SFH.

Rubens Pellini Filho, é jornalista com 19 anos de experiência e Pós-graduado em Gestão da Comunicação Empresarial pela FGV, tendo trabalhado no Jornal O Estado de São Paulo e como editor-executivo da Rede Bom Dia de jornais.

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